Como ser autônomo em Madrid

Outro dia me perguntaram como fazer para ser autônomo aqui na Espanha, quanto se recolhe de IVA, de IRPF, e se valia a pena. Também tive as mesmas dúvidas ao princípio, e hoje, depois de 6 anos como autônoma, acho que para decidir se compensa ou não, o ideal é pôr todos os detalhes no papel. Logo a decisão vai ser de cada pessoa, de acordo com sua realidade.

Vários temas podem ser abordados, como o empreendedorismo, a ideia, estudo de mercado, planejamento, financiamento. Neste post vamos tratar da parte burocrática, aquela da qual ninguém quer falar, mas todo mundo acaba precisando de detalhes algum dia.

Além do mais, você vai saber como o governo atual incentiva a que mais pessoas sejam autônomas com a tarifa plana.

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Foto: Unsplash

Decisão de ser ou não autônomo: vantagens e desvantagens

Vantagens

  • É a forma mais rápida, simples e econômica de ter um negócio: não é necessário ter investimento inicial e a “sede da empresa” pode ser a sua própria casa. De fato, é assim quase sempre.
  • O controle e a gestão do negócio são feitos pelo próprio profissional: não ter chefe direto se traduz em que as decisões são todas de responsabilidade da pessoa, tanto os passos certeiros como os em falso.
  • Não é necessário haver um processo prévio de constituição: a pessoa se inscreve hoje mesmo e já pode emitir nota fiscal.
  • Tarifa plana nos primeiros 18 meses que a pessoa é autônoma na vida ou que não tenha sido autônomo nos últimos 5 anos.
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Desvantagens

  • Se o profissional emite nota fiscal a mais de um empregador, sua declaração do IRPF deve ser feita por ele mesmo ou por um contador. Se não tem mais de um empregador, a agência tributária faz o rascunho (borrador em espanhol) da declaração, exatamente igual o que acontece com as pessoas que trabalham contratadas.
  • Dificuldade de conseguir crédito bancário devido à instabilidade ou incerteza do faturamento mensal. Se o profissional tem um alto faturamento, ele vai pensar em abrir uma “sociedade limitada” e deixar de ser autônomo. Aí a situação muda.
  • Mês que não se trabalha, não se fatura, e não há salario. O profissional tem que ser organizado para não ter que fazer malabarismos nas férias, ou em época de vacas magras. No fim a gente que é autônomo sempre acaba fazendo malabarismos, mas realmente tem que gostar.
  • Na linha do anterior: o autônomo pode ser organizado e avisar os clientes, se planejar e tirar 1 semana ou 3 meses de férias, essas sempre serão férias não remuneradas. E, cá pra nós, dói um pouco. Aí você começa a conhecer outros autônomos e vê que é uma situação muito mais normal do que pensava.

Agora, vamos para a parte burocrática.

O que fazer na prática para ser autônomo.

agencia-tributaria1. Agencia tributária

Já decidido se quer ser seu próprio chefe, o que a pessoa tem que fazer é ir à sede da aeat agência tributária, que lhe corresponda, de acordo com o seu código postal.

Levar uma cópia do DNI, e uns 3€ (estou exagerando) para comprar o formulário 036, para dar alta no processo.

Vão perguntar qual é a atividade profissional e eles procuram o número correspondente no sistema. Muito importante: todas as atividades profissionais de autônomos recolhem IVA, exceto professores e artistas.

Confesso que achei estranho chegar num lugar tão moderno e informatizado e preencher um formulário a mão. Mas é assim mesmo, depois de receber o formulário o atendente lhe entrega uma via carimbada, depois uma folha A4 com a confirmação da alta. Confirme os dados direitinho.

Tudo isso pode ser feito via telemática, se a pessoa tiver o DNI eletrônico, o que não era o meu caso quando me cadastrei.

Quando emitir nota fiscal, ou fatura, o profissional tem que declarar o valor bruto menos 15% ou 7% de IRPF (dependendo do caso, o valor é um ou outro). O contratante, ou seja, a empresa que está contratando o serviço será responsável por depositar esses 15% ou 7% numa conta do IRPF a nome do contratado, para posterior confirmação quando for a época da declaração do IRPF, normalmente feita entre princípio de abril até fim de junho.

*Importante: não deixe para última hora para fazer a declaração do IRPF. Normalmente o valor a receber é depositado na sua conta em 15 dias, e se tiver que pagar, eles dão prazo e até parcelam, segundo o valor.

Aproveitando que está na agência tributária, cadastre-se no regime de IVA, caso não seja professor nem artista.

2. Seguridad Social logo-seguridad-social-b

(Previdência Social no Brasil)

Assim que tiver o documento da agência tributária, o próximo passo é ir até a tesouraria da seguridad social que corresponder, igualmente pelo código postal, e levar esse documento de confirmação de alta, junto com disposição para explicar outra vez sua atividade e escolher quanto quer pagar ao mês para o regime de seguridade social.

Explicando em miúdos: dependendo do valor que o profissional decidir pagar, ele pagará maior ou menor cota mensal. Neste caso não é de acordo com o faturamento, e sim com quanto a pessoa quer contribuir mensalmente para quando ela for se aposentar.

A base mínima é 893,10/mês e a máxima é de 3.642€/mês. Calma, o autônomo paga uma porcentagem dessa base para o governo.

Varia de 26,5 a 29,8%. Pense que se uma pessoa paga sobre a base mínima será uns 265€ aproximadamente.

Isso todos os meses. Se ela der baixa, vai deixar de cotizar, e isso conta lá na frente na aposentadoria. O ruim: esse valor é fixo, tenha faturado 1000 ou 5000€, a cota é fixa. Só muda o IRPF e o IVA no caso de quem recolhe.

Na vida cotidiana não há diferença alguma porque as pessoas que pagam menos são atendidas igualmente pelos hospitais e médicos da saúde pública do país.

TARIFA PLANA NA COMUNIDADE DE MADRID

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Foto: Pixabay

A dia de hoje, outubro de 2016, o governo estimula que os profissionais sejam autônomos concedendo uma tarifa plana conforme segue:

  • Primeiros 6 meses de alta: cota de 50€ mensais.
  • Do 7º ao 12º mês: 50% de redução da cota mínima.
  • Do 13º ao 18º mês: 30% de redução da cota mínima.

Quais são os quesitos para poder ter essa tarifa?

  • Não ter sido autônomo nos 5 anos anteriores.
  • Não ser administrador de sociedade mercantil.
  • Não ter nunca recebido nenhuma bonificação da seguridad social como autônomo.

Coisa boa, não é? Agora, é super importante estar bem informado ao dar alta, e perguntar sobre a tarifa plana, porque os atendentes nem sempre nos informam de todos os nossos direitos.

Mais informações atualizadas sobre a tarifa plana clique aqui e aqui.

3. IVAiva

Feito na agência tributária.

Já sabemos que artistas e professores são isentos de recolher o IVA. Ok, mas então quem não é isento, como faz?

Veja bem que digo “recolher” e não pagar IVA.

IVA é um imposto sobre valor agregado, que nada mais é que uma carga fiscal sobre o consumo, ou seja, financiado pelo consumidor. Não é privilégio da Europa, praticamente o mundo inteiro cobra IVA.

Então vamos lá ver como funciona: além de professora, sou tradutora. Um cliente me pede uma tradução e combinamos todos os detalhes. O preço acordado é 100€. Na hora de fazer a nota fiscal eu tenho que declarar na nota que ele tem que recolher 15% de IRPF, certo? Vimos mais acima no post.

O cliente me paga 100€ -15% = 85€.

Além disso, quando eu passo o orçamento, tenho que lhe dizer que serão 100€ brutos + IVA.

Há alguns anos o IVA na Espanha é de 21%. Consultar a agência tributária, pois há diferentes tipos que são de 4% tipo super reduzido, 10% reduzido e 21% tipo geral.

Então a nota fiscal fica assim:

15% de 100€ = 15€

21% de 100€ = 21€

Base “imponible” (ou total bruto) = 100€ menos 15€ mais 21€

100 – 15 = 85

85 + 21 = 106

Total líquido da minha nota fiscal vai ser 106€. É esse valor que o cliente vai me pagar.

O IRPF é algo que eu como profissional tenho que descontar do valor do trabalho. Já o IVA é algo que o cliente paga, eu só repassou ao governo. Por isso não se diz “pagar”, se diz recolher quando se trata da nota fiscal.

Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

Pois bem. Como se declara o IVA?

O IVA é declarado trimestralmente. E no fim do ano se faz um fechamento geral.

Junto as notas fiscais de janeiro, fevereiro e março e declaro entre os dias 1º e 10 de abril. Tenho até o dia 20 para devolver o dinheiro que eu recolhi com as notas fiscais que emiti.

E assim para cada trimestre.

Não é difícil, parece um pouco complicado no começo, mas é bem simples.

Se houver algum mês que o profissional teve algum gasto vinculado à atividade econômica, ele pode apresentar as notas fiscais na hora da declaração do IVA e conseguir algum desconto. Por exemplo, eu como tradutora poderia ter um gasto com um dicionário ou algum material de escritório específico. Isso se declara e se deduz. O melhor é consultar um bom despachante, aqui na Espanha seria um contador ou gestor.

Em resumo

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Foto: Unsplash

No fim, o profissional só vai dar baixa nesse processo todo se ele for contratado por uma empresa e preferir trabalhar lá período integral. Existe a possibilidade de emitir notas fiscais a mais de uma empresa e ao mesmo tempo ter um contrato de trabalho. Chama-se “pluriactividad”.

A partir daqui é só pôr a mão na massa e emitir a ou as notas fiscais no fim do mês.

A decisão é pessoal, e quanto mais informação o profissional tiver, melhor poderá definir o caminho, se quer ou não ser autônomo. No começo parece complicado, mas não é tanto assim.

Então, o que achou das informações? Foram úteis? Deixe seu comentário, e se tiver algo que acrescentar, bem-vind@!

Um abraço!

Cris Pacino ensina português e no seu blog usa tecnologia para difundir conhecimento, encurtar distâncias e conectar ideias. Adora pedalar, ir pra praia e bater papo.

18 comentários sobre “Como ser autônomo em Madrid

  1. Oi Cris!!
    Será que você saberia me tirar uma dúvida… e o visto de trabalho? Você saiu do Brasil com visto para ser uma trabalhadora autônoma? Como funciona?

    Obrigada!!

    1. Oi Nathália,
      Sobre ter visto de trabalho não saberia dizer.
      Sou cidadã espanhola de nascimento, porque meu pai nasceu na Espanha e foi morar no Brasil, então, já tinha os direitos iguais a qualquer cidadão espanhol quando cheguei, podendo assim ser autônoma.
      Sugiro que entre em contato com o Consulado, lá eles atendem super bem e te dão todas as informações direitinho. Ah, claro, esqueci de perguntar, você mora em Madri? O endereço do consulado é Calle Goya 5 e 7, 2º andar. (entrada pela galeria comercial). Assim que você entrar na galeria, p`rocure o elevador à esquerda. A moça da segurança na recepção é muito gentil e vai lhe encaminhar para o departamento correto. Você pode pedir agendamento prévio, assim não pega fila.
      Aqui vai o link: http://cgmadri.itamaraty.gov.br/es-es/cita_previa.xml
      Quando tiver mais informações, conta pra nós, tá? Assim podemos colaborar com mais pessoas.
      Um abraço!

    1. Oi Mônica, Obrigada!

      Andei pesquisando, e qualquer cidadão europeu pode ser autônomo na Espanha. Além do passaporte em si você deve ter o NIE (número de identidad de extranjero), é igual ao DNI (documento nacional de identidad).
      É bem fácil de fazer.
      Antes de mais nada, você tem NIE? Está “empadronada” na cidade onde mora? Teria que estar cadastrada na prefeitura, para comprovar endereço. Vamos lá:

      Se você não tem o NIE, deve pedir hora na delegacia de polícia mais próxima da sua casa. Eles te dão hora e dizem o que você tem que levar e quanto pagar para tirar o documento. Vão te mandar ver no site, mas normalmente acho legal ir pessoalmente (recomendo), pois o tratamento é mais próximo do que falar com uma máquina. Lá eles te explicam como fazer, e também te informam onde fica a AEAT (agência tributária) e a “Seguridad Social” também mais próximos da sua casa.

      Depois é só seguir os passos que digo no post, ir na AEAT e depois na Seg Social. Assim que você tiver o NIE eletrônico (hoje em dia não fazem outro que não seja eletrônico), você pode fazer todos os trâmites pela internet.

      Eu sugiro que tudo o que você puder fazer de tramitação burocrática pela primeira vez, que seja presencial. Anote todas as dúvidas, e leve-as com você. Pergunte. E se não responderem satisfatoriamente, pergunte de novo. Explique que você não entende das leis daqui, porque muitas vezes os atendentes da administração pública estão tão acostumados a explicar as coisas com termos técnicos, que esquecem que a gente vem de outro país, e querendo ou não, as coisas burocráticas funcionam um pouco diferentes.

      Espero ter respondido a sua pergunta.
      Copio abaixo alguns links que podem te ajudar a esclarecer. Mesmo que consulte sites de assessorias (gestoría em espanhol), melhor os sites oficiais, no caso, os 2 primeiros são oficiais:

      http://europa.eu/youreurope/citizens/work/work-abroad/work-permits/index_pt.htm
      http://extranjeros.empleo.gob.es/es/ModelosSolicitudes/Mod_solicitudes2/
      http://www.onlinegestoria.com/module/stblog/335_como-un-comunitario-puede-ser-autonomo-en-espana.html#.WQWafY5rGbI
      https://tugesto.com/blog/alta-autonomos-comunitarios/
      https://www.txerpa.com/blog/2014/11/07/alta-de-autonomo-para-extranjeros-en-que-consiste/

      Um abraço e boa sorte!

  2. Olá Cristina,
    Parabéns pelo seu post. Muito esclarecedor.

    Também tenho cidadania espanhola, mas ainda vivo no Brasil. Pretendo ir para Madrid quando estiver aposentado.
    Sabe dizer se vale a pena se cadastrar como autônomo apenas para pagar a Seguridad Social, sem emitir factura?
    Sei que temos o convênio bilateral de previdência social, mas tenho dúvidas se valeria a pena contribuir um pouco para a previdência na Espanha, para ter uma aposentadoria maior.

    Desde já te agradeço se puder esclarecer,
    Abs

    1. Olá Eduardo, tubo bem?
      Que bom que foi esclarecedor!

      Sobre pagar a Seg Social aqui, não sei se você sabe mas tem que ter o cartão da Seg Social para poder contribuir, imagino que você já deva ter esse cartão… Você já morou aqui?

      Se vale a pena pagar como autônomo mesmo sem emitir fatura? Eu diria que depende de quanto tempo você pagar. A lei aqui fala que os últimos 15 anos de cotização são os que contam, porém é importante contabilizar os anteriores também. Não é só pagar a cota máxima durante os últimos 15 anos e que depois você comece a receber uma senhora aposentadoria… não é bem assim. Mas que ajuda, ajuda.

      Aqui é só ir na Seg Social e eles te informam quanto faltaria pra você se aposentar e quanto você receberia a dia de hoje. Como você bem disse, existe o convênio bilateral, acho que indo na Seg Social aí no Brasil eles devem te informar também.

      Sei que já pessoas que recebem 2 aposentadorias, mas pelo que entendi do funcionário do consulado, são casos que entram na lei antiga, dos 30 e 35 anos de cotização no Brasil.

      Espero ter esclarecido as dúvidas.
      Um abraço e tudo de bom!

  3. Oi Cris! Tudo bem?
    Seu post é ótimo! Só fiquei com uma pequena dúvida, na parte que copio abaixo:
    “O contratante, ou seja, a empresa que está contratando o serviço será responsável por depositar esses 15% ou 7% numa conta do IRPF a nome do contratado, para posterior confirmação quando for a época da declaração do IRPF”

    A cada pagamento do contratante, diante da nota fiscal, ele tem que depositar o valor em uma outra conta do governo em meu nome? E se quem me contrata for uma empresa aqui do Brasil?
    Por exemplo, eu presto serviço de turismo em Madrid a um passageiro de uma empresa do Brasil. Essa empresa do Brasil contrata meus serviços para atender o passageiro em Madrid.

    1. Oi Gustavo, tudo bom?
      Fico feliz que você tenha gostado do post.

      Respondendo a sua primeira pergunta, sim o contratante deposita o valor do imposto numa conta a seu nome, e quando você fizer a declaração do IRPF os dados são cruzados pela agência tributária.

      No caso do contratante do Brasil não funciona assim, porque os países não têm acordo. Que eu saiba, essa transação de impostos é só entre países da União Européia.

      Aqui vai um link onde explica como atuar no caso de empresa extracomunitária, ou seja de fora da UE.
      https://debitoor.es/blog/la-facturacion-internacional-del-autonomo-como-hacer-facturas-al-extranjero

      Procurei no site da AEAT (Agência tributária espanhola) e não encontrei nada falando de faturamento fora da UE:
      http://www.agenciatributaria.es/AEAT.internet/Inicio/Ayuda/Manuales__Folletos_y_Videos/Manuales_practicos/_Ayuda_Folleto_Actividades_economicas/_Ayuda_Folleto_Actividades_economicas.html

      Nem na parte do IVA: http://www.agenciatributaria.es/AEAT.internet/Inicio/Ayuda/Manuales__Folletos_y_Videos/Manuales_practicos/_Ayuda_Folleto_Actividades_economicas/5__Impuesto_sobre_el_Valor_Anadido/5__Impuesto_sobre_el_Valor_Anadido.html

      Minha experiência é a seguinte: nunca aconteceu de eu realizar nenhum trabalho solicitado por alguém no Brasil porque as empresas brasileiras sempre me disseram que não valia a pena depositar o IRPF pra mim aqui, talvez por ser uma burocracia a mais (nem é por boa vontade, é por burocracia brasileira mesmo). Para mim tanto faz facturar para qualquer país, mas sempre a pergunta que me faziam era “você não conehce ninguém que pode dar NF pra você aqui no Brasil”?

      Agora ao contrário, ou seja faturar com NF do Brasil pra cá, você me pegou.

      De qualquer maneira, sugiro que você dê uma ligada para o consulado espanhol na sua cidade. Eles com certeza podem responder as suas dúvidas.

      Espero ter ajudado em algo. Por favor, me mantenha informada para podermos ajudar mais pessoas com a mesma dúvida.

      Um abraço!

  4. Oi Cristina, simplesmente adorei seu blog, suas explicações, tudo de uma clareza fantástica, parabens!!! 🙂
    Cristina, estou com algumas dúvidas e tenho tentado ver na internet algo que pudesse me dar uma luz e perguntei a tanta gente, mas ainda estou sem saber ao certo o que fazer rs…
    Sou cidadã portuguesa e estou indo morar agora em final de Junho em Valencia, vou com minha filha de 22 anos que ainda depende de mim e que vai estudar idiomas e ano que vem na Universidade, quando ela ja dominar a lingua e estar adaptada…ela ainda nao tem a cidadania, só eu…
    Sou pensionista militar e tenho rendimento mensal… e trabalho no Brasil hoje em dia (tenho 50 anos) como artesã (vendas pela internet informal) nao tenho empresa aqui. Vi as formas que tenho para residir na Espanha como cidadã da Europa e as opções que vi e que serviriam para mim é ter o valor que pedem para comprovação, se nao me engano de 5000 euros ou ser autonoma….
    Pelo que li, tudo o que voce explicou, talvez para mim seja melhor entao tentar como autonoma nao é? pois quero continuar a trabalhar com o que faço e estou indo com minha filha pra Espanha pq é bem valorizado o meu trabalho…voce acha que seria muito complicado ou demorado este processo?
    Eu estou um pouco apreensiva pq tenho familiares em Portugal, mas nossa paixao é mesmo a Espanha. O que voce me aconselha? Um grande abraço e super sucesso sempre!!!

    1. Oi Isamaria,

      Desculpe a demora na resposta. E obrigada por nos seguir!

      Que eu saiba, sendo cidadã portuguesa você pode vir morar aqui na Espanha e continuar recebendo sua aposentadoria normal do Brasil e com isso entendo que não precisaria ser autônoma, a menos que você queira continuar com as vendas e comprar material e dar nota fiscal, aí teria que pagar imposto porque está comprando matéria-prima e vendendo formalmente.

      Não entendi bem a que você se refere quando diz que tem que comprovar 5000€. Do que exatamente? Que tem esse dinheiro na conta ou que recebe esse valor por mês? Espero comentários para ver se posso ajudá-la.

      Obrigada mais uma vez, boa sorte na sua vinda e sempre, sempre, consulte o consulado de Portugal antes de vir. Eu fui ao consulado da Espanha antes de vir e ele fizeram tramitações que eu nem sabia que existiam, e foi muito útil. Por exemplo, me validar como cidadã espanhola “ativa” e isso anulava meus deveres como brasileira, como por exemplo, votar. Eu tenho direito, mas nunca obrigação. E ambas nacionalidades seguem em vigor.

      Um abraço!!

      1. Oi Cristina, tudo bem? Acabei mudando a data da minha ida para dia 24 de agosto pq assim ja teria quase terminado o verao e acredito que as coisas estejam mais faceis tambem rs…sobre o valor a que me referi é que todos que tenho consultado, inclusive no site da extranjeria (que nao esta claro), dizem que para que eu consiga o meu Certificado para autorizaçao de trabalho e residir na Espanha em Valencia tenho que comprovar ter em media de 5000 a 6000 euros + uma media de 2500 euros por dependente ou familiar em minha conta no momento de tirar o certificado.
        Minhas duvidas sao varias pq sera que eu optando em ser autonoma, preciso ter este valor em conta para tirar o certificado? E a outra duvida é que, sera que tenho que estar empadronada para tirar o certificado? se vc puder me dar uma luz te agradeço muito Cristina

        1. Oi Isa,

          Tudo bom?

          Peço desculpas pela demora na resposta.
          O que você comenta é uma experiênia que nenhuma de nós viveu, e também não conhecemos ninguém que tenha vivido. Entrei no site do Min de Asuntos Exteriores, mas as informações que encontrei estão bem desatualizadas. Abaixo copio os links para você ver onde consultei:

          é de 2016 – http://www.exteriores.gob.es/Portal/es/ServiciosAlCiudadano/InformacionParaExtranjeros/Paginas/NIE.aspx
          esta é de 2013 – http://www.exteriores.gob.es/Portal/es/ServiciosAlCiudadano/InformacionParaExtranjeros/Paginas/Residir.aspx

          Portanto com toda essa informação que você tem, o melhor lugar para pedir esclarecimentos é no consulado da Espanha. Você finalmente tentou? Repito o que escrevi na resposta anterior, é importante consultar órgãos oficiais, e muitas vezes indo pessoalmente a informação é mais fluida. Vimos que o site do Min de Rel Exteriores está desatualizado, e ninguém melhor que quem trabalha com isso todos os dias para fornecer a informação mais fiável, e principalmente, atualizada.

          Por favor, mantenha-nos informadas, que agora fiquei curiosa com o desenlace desse assunto.

          Boa sorte e um abraço!

  5. Oi Cristina, super grata por sua atenção e disposição em me orientar. Eu estou realmente super em duvida e decidi exatamente o que voce sugeriu agora: que eu procure pessoalmente os órgaos competentes, mas infelizmente, em termos gerais, sao sempre as mesmas informacoes de quem ja esta em Valencia ou Malaga e inclusive sempre me passam o mesmo link:
    http://extranjeros.empleo.gob.es/es/InformacionInteres/InformacionProcedimientos/CiudadanosComunitarios/hoja102/index.html

    A questão é que para tirar o certificado com o NIE, eles pedem que seja comprovado que a pessoa tenha como se manter por 1 ano, e o que soube por ultimo é que pedem comprovação em conta corrente aberta na Espanha com um valor em torno de 5.200 euros para cada adulto, como minha filha ja tem 22 anos mas ainda depende financeiramente de mim, teriamos que comprovar este valor no banco, de cada uma.

    Diante disto, fiquei muito confusa pq eu leio que caso eu queira me legalizar como autonoma, eu nao entendo se mesmo assim, tenho que comprovar este valor no banco.

    Sobre falar com o Consulado Espanhol, nao, eu nao falei. Tudo meu foi feito pelo Consulado Portugues aqui no Brasil e como estou indo daqui a um mes, achei por bem ir pessoalmente para saber o que fazer .

    Queria te perguntar a ordem das coisas, por exemplo, sera que ao chegar, eu ja poderia tentar resolver a questao de ser autonoma em primeiro lugar e junto a isto ter o meu NIE e se voce sabe quanto devo apresentar em conta para comprovar que tenho como me manter, se é isto mesmo? Pois eu vou querer trabalhar e continuar a trabalhar com o mesmo que faço aqui sendo que com as vendas voltadas para Espanha e outros paises. Estou bem perdida sobre tudo isto rs

    Caso voce saiba alguma novidade eu te agradeço muito por qualquer orientação.

    1. Oi Isa,

      Tudo bom?

      Ótimo, então como você mesma diz, vamos esperar para saber o que dizem no consulado que você for, seja no de Portugal ou no da Espanha, já que as perguntas que feitas são as mesmas de antes e qualquer coisa que eu lhe disser, estará equivocado.

      Um abraço e nos vemos em breve! Boa sorte!!!

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