Quando é a hora certa de morar fora?

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Post por Larissa Andrade, autora do blog Esto es Madrid, Madrid

Tomar a decisão de morar em outro país é algo muito difícil. A gente pensa em todos os desafios que encontraremos vivendo no exterior, como língua, cultura e clima diferentes, além das dificuldades que representa estar longe da família, dos amigos e da nossa zona de conforto. Mas, além disso, sempre surge a pergunta: quando é a hora certa de morar fora?

Na verdade, esse momento “mágico” parece nunca chegar. Você sempre vai pensar “mas tenho um trabalho estável”, “conheci alguém e acho que pode funcionar se eu ficar”, “minha avó já está velhinha e talvez precise de mim”, “vou perder o crescimento dos meus sobrinhos ou o casamento da melhor amiga”, “e se eu quiser ter filhos, como vou fazer isso longe da minha família?”. A lista de poréns é infinita, por isso minha resposta é: nunca existe o momento ideal.

Isso significa que devo fazer as malas e ir agora? Claro que não! Se planejar ainda é a melhor maneira de evitar frustrações, mas não espere a hora perfeita. Nesse post, eu e minhas amigas do BLPM falamos das vantagens e desvantagens de vir sozinha, só com o marido, para ficar com o namorado espanhol, vir com a família completa ; e também de vir como estudante, para tentar a sorte, a trabalho. Esses depoimentos vão mostrar que na maioria das vezes vale a pena seguir em frente, mesmo diante de tantos desafios.

Larissa – “sozinha e sem planos de ficar”

Cheguei a Madrid em 2011, sozinha e sem conhecer ninguém, com o objetivo de fazer um máster e morar na capital espanhola por 10 meses, tempo que duraria o curso. Para mim, ter vindo nessas condições me ofereceu várias vantagens:

  • Ao estar sozinha, me esforcei mais para conhecer gente nova e fazer amigos. Claro que nem sempre deu certo, mas a verdade é que acabei fazendo amizades com pessoas muito diferentes de mim, com as quais eu talvez não me abriria tanto no Brasil. Aceitava convite para oficina de pintura de cerâmica, balada de metaleiros, grupo de estudos… o que fosse, eu topava!
  • Estar sozinha faz você perceber que pode ser uma ótima companhia para si mesma. Cresci muito nesse período e perdi a vergonha de fazer tudo sozinha: ir jantar, ao cinema ou tomar uma cerveja num bar.
  • Como vim pensando que seria temporário, não fui invadida pelo pânico que muita gente tem quando faz uma mudança definitiva. No começo, quando bateu um friozinho na barriga, eu pensei: “faltam só 10 meses”, depois 9, 8… e aí eu já deixei de contar quanto tempo faltava porque eu já estava mesmo era querendo ficar.

Desvantagens:

  • A solidão vai bater – e vai ter horas que vai te fazer sofrer. Estar sozinha em outro país pode ser bastante difícil e doloroso, especialmente se você tem muito tempo livre.
  • Como não pensava ficar, não me preparei tanto, do ponto de vista burocrático, para isso. Resultado: minha carteira de motorista acabou vencendo, tive que pagar multa por ficar sem votar nas eleições, não fiz minha declaração de saída. Tudo isso pode parecer besteira, mas quando você soma tudo que precisa fazer, dá um trabalhão. 
  • Profissionalmente, ainda acho que estaria melhor no Brasil. No jornalismo, é difícil conseguir um emprego bacana que pague bem.

Camila – com trabalho fixo, marido e gata na bagagem

Quando cheguei em Madrid, há quase 4 anos, sabia que não tinha data pra voltar! Levei meu marido e minha gata comigo e disse a ele “se não der certo, você volta”. Sabia que pra mim daria certo, sim ou sim, porque era uma oportunidade única na vida e queria que funcionasse. Minha idéia inicial era passar pelo menos 5 anos na capital espanhola, e logo voltar pro Brasil ou ir para outro país. Hoje esse plano não passa pela minha cabeça em um futuro próximo! Quero ficar em Madrid por mais vários anos, basicamente porque tenho um presente profissional maravilhoso e adoro morar aqui!

Vantagens:

  • Tive muito apoio da empresa e dos companheiros de trabalho para minha adaptação.
  • Não me senti solitária em nenhum momento, pois tinha minha família em casa, comigo.
  • Tinha noção de quanto ia ganhar e quais seriam meus gastos, e isso foi muito útil na hora de alugar um apartamento, que cabia no meu orçamento.
  • Toda a questão da minha documentação foi respaldada pela empresa.

Desvantagens:

  • A relação passa por uma prova, já que a parte contratada vira a única provedora da casa. Meu marido levou 2 anos pra conseguir começar a trabalhar. Isso não foi problema pra gente, mas poderia ser para outro casal.
  • Como estamos muito acomodados, não nos esforçamos muito para fazer amigos e isso pode empobrecer a experiência do “morar fora”.
  • Também, como não tenho data pra ir embora, sempre deixo aquela viagem pra depois. Se estivesse com os dias contados, não passaria um só fim de semana em casa. E passo muitos!

Juliane – de mala e cuia

Já tinha um tempo que meu marido e eu nutríamos o desejo de sair do Brasil e começar uma vida nova em um país da Europa. No começo não tínhamos bem definido para onde, mas estávamos certos de que queríamos proporcionar um futuro melhor para nossas 3 filhas. Mais segurança, uma educação de qualidade, um novo idioma e uma experiência de vida que marcasse suas vidas. Depois de muito conversar, pesar prós e contras, escolhemos Madrid. Quando estivemos aqui de férias nos apaixonamos pela cidade e vimos que as diferenças, principalmente o clima em relação a Porto Alegre, não seriam tão grandes.

Ainda estamos em processo de mudança, de adaptação, afinal são apenas 8 meses aqui. Mas temos visto que não é difícil se acostumar.

Vantagens:

  • Temos dupla cidadania então as questões burocráticas são um pouco mais descomplicadas.
  • Não estamos sozinhos, temos uns aos outros e procuramos manter uma rotina bem parecida com a que tínhamos ( colégio, passeios, atividades em família).
  • Mudar com os filhos ainda pequenos é bem mais tranquilo, eles se adaptam com uma facilidade invejável. As meninas já têm amigos novos (bem mais que nós), já se comunicam muito bem e até nos corrigem.
  • Agora que já saímos do Brasil fica mais fácil pensar em mudar para qualquer lugar do mundo.

Desvantagens:

  • Deixar nossos pais para trás, principalmente eu que sou filha única e minha mãe vive sozinha, não é fácil. A culpa volta e meia bate e o coração fica apertado.
  • Pensar que as meninas estão crescendo longe dos avós, primos e que provavelmente daqui a algum tempo já terão laços mais fortes aqui que não irão querer voltar.
  • Não viemos com trabalho, então as coisas demoram um pouco mais para se estabilizar
  • Não poder fazer um churrasco típico gaúcho a hora que dá vontade.

Paula – com um contrato de expatriação de 3 anos

Eu estava em uma das filiais latino-americanas da empresa onde trabalho quando recebi uma proposta quase irresistível de vir por 3 anos, com casa, gastos e carro pagos pela empresa. Eu estava solteira e não tinha nada a perder. Pelo contrário, eu via essa proposta como uma possibilidade de dar um upgrade profissional. Dois anos depois acabei casando com um espanhol e um ano depois nasceu meu primeiro filho. O contrato de expatriação acabou e tive que tomar a decisão de voltar ou ficar com um contrato local. Fazendo contas e levando em consideração a qualidade de vida de um casal com filhos nos dois países decidimos ficar. Sem dúvida foi a melhor decisão que tomamos e não está nos meus planos voltar.

Vantagens:

  • Todos os meus gastos eram pagos pela empresa.
  • Pude viajar muito nesse tempo. Já que não tinha gastos, sobrava bastante para viajar.
  • Pude economizar e fazer uma base aqui.
  • Não tinha o que perder: meu contrato tinha um prazo máximo de 3 anos, mas eu poderia voltar a qualquer momento.
  • Atualmente, posso oferecer mais oportunidades aos meus filhos aqui na Europa, além de poder conciliar trabalho e família.

Desvantagens:

  • Ficar 3 anos fora da empresa de origem é muito tempo e a volta é um enigma. em teoria você volta para um posto equivalente ao que você saiu, o salário permanece o mesmo, mas a prática é diferente. O salário não muda mas o trabalho pode ser pior.
  • O processo de localização também é outra incógnita. Você acaba aceitando propostas inferiores para ficar no país.
  • Atualmente, casada e com filhos, às vezes a vida aqui em Madrid é dura, por estar longe da família. Além da saudade e de não poder contar com a ajuda, as crianças crescem longe dos avós, tios e primos.

Suzana – com uma bolsa pra fazer um máster em Madrid

Meu trabalho como jornalista da Editora Abril, em São Paulo, não me deixava tempo livre pra fazer uma pós-graduação. Depois de 4 anos trabalhando na área e na empresa dos meus sonhos, já era hora de abrir mais portas e aprender sobre Marketing. Me inscrevi em vários programas de bolsas e fui admitida em um: o programa Alban (que já não existe). Vendi os móveis, troquei 2 mil euros e vim a Madrid em 2005. Fiquei 2 semanas na casa de um espanhol que conheci numa balada em São Paulo e fui visitando apartamentos pra dividir – naquela época não existia Google Maps nem celular com internet, era tudo na marra! Vim com visto de estudante, que ia renovando a cada ano, sempre me matriculando em outros cursos (Doutorado, curso online) pra poder continuar como estudante. Comecei a estagiar já no 4º mês e, depois de passar por empresas como Nielsen e IBM, fui contratada por uma empresa de Pesquisa de Mercado Online. Depois de 3 anos com visto de residência e trabalho, pedi a cidadania espanhola e tudo ficou mais fácil, mas eu nunca tive 100% de certeza de querer continuar na Espanha. Quando a crise do Brasil ficou feia, mesmo que aqui também não fossem mil maravilhas, preferi “ir ficando” e aqui estou ainda, depois de 12 anos. E pelo jeito vou continuar aqui por muito tempo….

Vantagens:

  • Fiz muitos amigos no máster, nos estágios e nos sites sociais como o Couchsurfing.
  • Conheci toda a Europa dormindo na casa de estranhos, que viraram amigos.
  • Viajei sozinha e aprendi a “me levar” pra passear e me divertir naquele esquema: se ninguém pode ir comigo, eu não vou deixar de ir.
  • Melhorei o meu espanhol e outros idiomas porque viajava com gente do mundo todo
  • Curti a (nova) vida adoidado (e continuo curtindo).
  • Morar na Europa te permite ir passar um fim de semana em qualquer país vizinho, aproveitando os baixos preços das companhias aéreas low cost (e eu me acostumei a isso hehe).

Desvantagens:

  • Não ver os sobrinhos crescerem é triste.
  • Perder os Carnavais do Brasil é triste.
  • Não ter acesso a todas às nossas frutas tropicais (e seus preços baixos) é triste.
  • (mas pra tudo isso é possível dar um jeito).

Susana – sozinha e contrariada

A minha ideia nunca foi vir para Madrid, mas em 2013 depois de acabar a licenciatura de tradução, na minha cidade em Portugal só consegui um emprego horrível (para mim) num call center de assistência técnica da Apple.

Trabalhava com uma amiga espanhola que me apresentou o infojobs e comecei a enviar CVs para várias empresas em Tenerife e apenas 1 em Madrid. Quis o destino que a única empresa que me chamou foi a de Madrid, para ser tradutora in-house de uma agência de viagens.

Vim para cá sem conhecer nada nem ninguém, fiquei hospedada de favor 2 semanas na casa de uma família romena que nunca tinha visto. Depois consegui encontrar um quarto para alugar e fui ficando…

Nunca tive muita certeza de quanto tempo ficaria por aqui, só sabia que não queria voltar a Portugal enquanto a crise não passasse. Continuo sem gostar a 100% da cidade, mas os amigos e o namorado melhoram tudo e fazem com que seja suportável ficar por aqui! Apesar de não querer passar o resto da vida nesta cidade… 😉

 Vantagens:

  • Tive uma oportunidade de trabalho na área que estudei, coisa que nunca aconteceria em Portugal.
  • Melhorei o meu espanhol e sou praticamente bilingue.
  • Conheci gente nova.
  • Aprendi que não precisas de companhia para fazeres o que te apetece e quando te apetece.
  • Os voos baratos para muito mais destinos.

Desvantagens:

  • Os amigos que deixei para trás.
  • O ‘sentimento de culpa’ por deixar a minha mãe sozinha.
  • Não ter “amigos de toda a vida” nem ninguém com quem partilhar problemas às vezes é complicado.

Cristina – sem planos, com a cara e a coragem

Vim em 2004, me sentia pressionada com o estresse da cidade de São Paulo, então resolvi que tinha que parar um tempo e fluir um pouco em outro lugar. Demorei 1 ano para fechar tudo, aí fui radical e mudei de país!

Como filha de espanhol, tirei meu DNI (o RG daqui), pensei em ficar um tempo num país do Reino Unido para dar um gás no meu inglês que eu já ensinava em SP e voltar ao Brasil “depois de um tempo” com o idioma mais afiado.

Vim com 1 malinha, e fui direto pra casa de um primo e sua esposa em Chueca, que foram meus anjos na cidade. 1 semana e já estava louca por Madrid, sabia que aqui era o meu lugar. Fiz amigos espanhóis e estrangeiros, me adaptei rápido pois conheci diversas pessoas que me mostraram diferenças culturais que eu demoraria para perceber.

Na segunda semana aqui já consegui um trabalho na minha área, marketing/comunicação, e fiquei até 2010, quando decidi me dedicar só às aulas de inglês, português e traduções. Desde então, me reinventei e estou muito feliz.

Assim que consegui o trabalho conheci meu namorado, com quem estou até hoje.

Não tenho planos de voltar a morar no Brasil, por enquanto, minha vida é aqui. Amo meu país, e amo onde escolhi como minha segunda cidade.

Vantagens:

  • Madrid é 5 vezes menor que São Paulo, então tenho a sensação de estar numa cidade do tamanho que queria, com as vantagens de uma capital: opções culturais, aeroporto internacional, empresas grandes, e ao mesmo tempo coisas de cidade pequena como comércios locais, vida de bairro, interação com os vizinhos…
  • Não preciso de carro como precisava em SP. Aqui uso a magrela (bike) e posso colocá-la no transporte público a qualquer hora. É um luxo só!
  • Quando as pessoas dizem que um lugar “é longe”, normalmente sei que posso ir a pé.
  • Tranquilidade de sair de balada e voltar de táxi, de ônibus noturno ou na sola.
  • O enriquecimento cultural e pessoal é gigante, não dá pra medir.

Desvantagens

  • A praia mais próxima fica a 300 km. É “muito longe”.
  • Família e amigos estão do outro lado do Atlântico. Quando se migra, se renuncia a uma parte do que se ama, para em compensação ficar com outra parte.
  • Os médicos daqui não te explicam tudinho como os médicos no Brasil, e não me acostumo (experiência pessoal).

Sandra – por amor

Eu não tinha planos de sair do Brasil até conhecer o Paco. Vim sem falar espanhol e sem conhecer nada da Espanha. O que sei do país aprendi aqui. Foi incrível poder fazer esse mergulho radical na cultura espanhola, apesar de já que sido tratada de forma infantil por não entender muito bem o que estava acontecendo ao meu redor. Foi intenso (ainda é) e isso tem vantagens e desvantagens que vem juntas, como as outras meninas já falaram.

Eu vim sem ter que me preocupar com onde morar, com burocracias e documentos. Vim tendo o Paco como porto seguro e fui muito bem recebida pela família, amigos dele.

Tive tempo para decidir a que ia me dedicar, uma espécie de ano sabático. Fui estudar espanhol, fiz um máster, pude explorar e me apaixonar por Madrid. Um verdadeiro privilégio! Comecei tudo de novo, para o bem e para o mal.

Vantagens

  • Aprender espanhol no país de Cervantes
  • Entrar em contato com outra cultura e se apaixonar por ela.

Desvantagens:

  • Ficar longe da família e dos amigos do Brasil é a maior das desvantagens. A saudade é constante.
  • Ficar de fora das gírias, dos últimos modismos, das novelas, das pequenas coisas do cotidiano, faz que eu me sinta um pouco estrangeira dentro do Brasil.

Manaira – por amor e em busca de novas oportunidades

Conheci o Ivan quando trabalhávamos em navios de cruzeiros. Como ele era espanhol, decidimos casar para ficar juntos. A Espanha estava em crise e o Brasil estava em uma fase boa, casamos em Belo Horizonte (minha cidade) e fomos morar em Florianópolis. Depois de dois anos morando no Braasil, viemos passar férias em Madrid e ele ficou com vontade de voltar. Retornamos da viagem, conversamos no trabalho, entregamos a casa, vendemos o carro e viemos. O processo durou uns 6 meses.

Vantagens:

  • apoio da família dele, pois no início moramos lá.
  • estar casada com um espanhol.
  • oportunidade de morar fora do Brasil e praticar o espanhol.

Desvantagens:

  • a validação do casamento foi iniciada no Brasil e demorou muito.
  • demorei para poder trabalhar.
  • demoramos a ter nossa casa.
  • começar do zero profissionalmente.

E você, como veio parar aqui? Ou ainda está planejando vir e está com medo de fazer essa mudança? Compartilhe sua história conosco nos comentários!

Larissa Andrade é jornalista, paulista e apaixonada por Madrid, onde mora desde 2011. No blog “Esto es Madrid, Madrid” conta suas experiências e dá dicas sobre a cidade, enquanto no"Be My Beer" fala sobre o mundo da cerveja artesanal.
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8 comentários sobre “Quando é a hora certa de morar fora?

  1. Oi! Me chamo Simone, ainda estou no brasil, mas estou praticamente de malas prontas para ir morar em Almeria.
    Eu me apaixonei por um espanhol!!!
    Nos conhecemos em 2014, ano da copa no Brasil, mas o nossa relacionamento não é fruto dos gritos que vieram para o Brasil, “pegar garotas” rsrsrs. Fomos apresentados ele la Espanha e eu aqui no Brasil, tudo isso via Facebook através de uma amiga incomum brasileira que vive ai na Espanha. Ficamos amigos e seguimos conversando durante aquele resto de ano, foi então que depois de um ano de amizade ele disse que queria me conhecer pessoalmente e em 2016 ele esteve aqui no brasil pela primeira vez só pra me conhecer, fizemos muito planos. Em janeiro 2017 eu fui conhecer a Espanha e família dele fiquei apaixonada por tudo, voltei para o brasil com o coração apertado, mas cheia de planos e já estamos procurando o meu retorno a princípio ainda este ano ficar 30 dias para organizar papéis, eu retorno para o brasil para então organizar a minha mudança definitiva. O meu psicológico ainda não entrou em questionamento, eu só sei de uma coisa eu quero ficar com ele onde tiver que ser, mas se for na Espanha será bem melhor. Atualmente vivo em São Paulo, achei Madrid muito parecida com SP de um jeito mais organizada é claro, São Paulo é bem bagunçada! Eu gostei muito de Almeria, uma cidade tranquila, e é tudo que eu preciso.

    1. Oi, Simone! Que história legal. Desejo muita sorte nessa nova etapa da sua vida em Almeria – ou onde quer que vocês escolham ficar. Um abraço e obrigada por compartilhar sua experiência com a gente! Bjs

  2. Quanta história legal! Obrigada por compartilharem. Estou planejando mudar com a família, provavelmente pra Barcelona, apesar que tenho um amorzinho por Madri. 😀
    Espero poder encontrar vcs!?

  3. Olá, eu, meu marido e 2 filhos ( 17 e 19 anos) estamos indo morar na Espanha no inicio de 2018, meus filhso e meu marido tem nacionalidade espanhola. Maus filhos querem Madri ou Barcelona (já conhecemos) qual bairro vocês me indicam nessas cidades que seja legal para eles e que tenha bons preços de aluguél?? E qual outras cidades vocês poderiam me indicar. Eu e meu marido somos analistas de sistema em mainframe, cobol/natural/cics/adabas/db2/jcl. Meu filho vai fazer o 3º ano do ensino médio e minha filha 3º semestre de biomedicina. Agradeço a ajuda.
    obrigada

    1. Oi, Simone. Escrevi esse post colaborativo há algum tempo em que cada integrante do grupo falou o lado bom e ruim de morar no bairro onde mora, talvez possa te ajudar: http://www.estoesmadridmadrid.com/2015/06/19/melhores-bairros-para-morar-em-madrid/ Quanto a cidades, é difícil opinar porque só morei em Madrid, mas se os seus filhos vão seguir residindo com vocês durante a universidade, Madrid e Barcelona podem ser boas opções, já que é onde estão as melhores universidades. Abs!

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